Cesária por necessidade


Nome da mamãe: Isis
Nome do bebe: Heitor
Tipo de parto: Cesária
Idade Gestacional: 39 semanas e 5 dias
Cidade: São Paulo
Maternidade: São Luiz- Unidade Itaim


Sempre acreditei que toda a mulher nasceu para gerar e parir um filho naturalmente. Quando engravidei, já coloquei como principal, (fora a saúde do meu bebê é claro), o parto natural, sempre quis que fosse assim, nunca passou pela minha cabeça uma cesárea. Minhas consultas do pré-natal eram feitas pelo convênio e pelo SUS (Hospital das Clínicas). Consegui meu convênio depois de grávida, somente para meu filho nascer em um bom hospital, se tinha uma coisa que morria de medo é de roubarem meu filho de mim, nós vemos muitas loucuras na televisão! Adorava o atendimento nas Clínicas, porém tinha que passar pelo convênio para garantir meu parto no particular, enfim... Era 27 de Fevereiro, nesse dia estava com uma preguiça de sair de casa, mas fui, chegando ao médico ele somente tocou minha barriga e perguntou para quando mesmo era meu bebê, minha DPP era para dia 01/03 três dias depois. Ele olhou pra mim e me pediu que fosse para a maternidade fazer uma ultrassom com doppler, ok, assim fui, mas totalmente despreocupada pois não estava sentindo dor nenhuma, fizemos a ultra e a médica olhou pra minha cara e disse que iria me internar para a cesárea, na hora meus olhos encheram de lágrimas, não queria aquilo de jeito nenhum, sabia que meu filho e eu seríamos capazes de um parto natural, ela veio com uma história de que meu liquido amniótico estava abaixo do normal e começou a encher minha cabeça, minha vontade naquele momento era de sair correndo daquele hospital. Eram 18h00 e eles queriam me encaminhar para internação, meu marido disse para eu decidir, fiquei com muito medo de sair e depois acontecer algo pior e eu perder meu filho (uma amiga havia perdido um bebê dessa maneira, por isso meu medo) estava muito confusa mesmo, fiquei até às 21h00 decidindo o que fazer. Chorando optei pela cesárea e como me arrependo disso todos os dias. A madrinha do meu filho chegou o padrinho logo depois... Nada foi programado para aquele dia nem daquele jeito, minha cunhada teve que levar minhas coisas todas para o hospital e eu, só chorava! Me colocaram na sala de pré parto e me deixariam ali até de manhã, disseram que não fariam meu parto imediatamente pois tinham duas emergências, fiquei P da vida, foi me dando cada vez mais raiva de mim e de estar ali. Quando me dou conta, era por volta de 1h30 da manhã me vem à enfermeira dizendo que fariam meu parto, fala sério, liguei para meu quarto e meu marido não estava lá, havia ido comer alguma coisa, pois não tínhamos nem almoçado aquele dia. Fiquei desesperada, além de não ser da maneira que eu queria ele também não assistiria? Chorei mais ainda e disse que não sairia dali sem ele! Ele apareceu logo depois já todo “paramentado” as enfermeiras vieram colocar soro e tudo mais, fui caminhando para o centro cirúrgico, ainda ali na porta pensei em desistir, sentada na maca pensei em desistir, quando chegou o anestesista vi que não tinha mais jeito. Que sensação horrível daquela raqui, a enfermeira me deitou, eu não conseguia relaxar de jeito nenhum. A médica entrou e friamente fez seu trabalho. Às 2h08 do dia 28/02/2012 nasceu meu filho tão esperado nos últimos meses. Para elas era só mais um, (mais um contra cheque) mas para mim era o dia mais importante da minha vida, fiquei paralisada, depois que retiraram meu filho lembro somente de perguntar se ele era perfeitinho e se estava tudo bem meu marido me disse que ele era lindo e estava perfeito, não me lembro nem do primeiro chorinho. Me trouxeram ele e logo levaram de novo. Fiquei ali mais uma meia hora olhando para o teto chorando arrependida de tudo aquilo. Na outra sala, onde tinha que esperar até ir para meu quarto, eu só chorava e passava mal, reação da anestesia, segundo a enfermeira. Não conseguia pensar no lado bom de nada! Assim fiquei por pelo menos mais uns dez dias, meus pontos doíam demais, não conseguia nem ficar em pé com meu bebê no colo. Comecei a entrar em um processo de depressão pós-parto, não queria mais nada, meu leite começou a empedrar, foi aí que fiquei preocupada com meu filho, comecei a pensar que se continuasse daquele jeito não conseguiria nem amamentar... Fui melhorando aos poucos, mas ainda hoje, quase cinco meses depois, me pego pensando e chorando por conta disso, sinto pontadas horríveis nas costas e nos pontos (sempre escuto que toda mudança de tempo vou ficar assim). Mas agradeço pela saúde e esperteza do meu filhote, ele é o amor da minha vida, meu tudo! Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que meu atendimento na Maternidade foi excelente, enfermeiras atenciosas e extremamente dedicadas, o que não gostei foi que escolhi essa maternidade, pois eles sempre fizeram propaganda de parto humanizado e tudo mais, mas no fundo não é bem assim... Antes de ter um filho sempre achei que iria preferir o parto natural, hoje em dia tenho CERTEZA que só saio de casa com meu filho caindo pelas pernas, cesárea nunca mais na minha vida!


1 comments:

Juliana Reoli said...

Minha primeira filha foi cesárea...Estava marcada para dia 17/02/2000 e entrei em trabalho de parto no dia 08/02/2000...Com dores mas sem dilatação alguma.
Descobri meses depois que se a Thayná tivesse ficado mais um dia dentro de mim,ela teria morrido.

Então não veja só o lado negativo das coisas.
O flor pensa que se não tivesse sido dessa forma,talvez seu bebê nem estivesse conosco hoje.

Mas te parabenizo,pois,toda mulher que se sujeita a uma cesárea é uma verdadeira guerreira.

A e tem mais ...Agora depois de 14 anos estou grávida de novo e vou ter um menino.
Emmanuel é o nome,feliz mais uma vez por realizar o sonho de ter um segundo filho.

Beijo Isis!!!

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